
Fotos da galeria da Materioteca Virtual – NIDA, 2018.
A relação entre conhecimentos projetuais especializados e práticas tradicionais de saberes é o âmbito no qual se desenvolve este projeto de pesquisa. Tendo em vista as discussões contemporâneas do campo do design, relativas às práticas projetuais colaborativas, em que designers experts e designers difusos – aqueles que desenvolvem práticas pautadas na experiência empírica e tradicional – atuam de forma conjunta, como designado por Manzini (2015) na tentativa de solucionar as questões contemporâneas para lidar com a grande crise mundial na qual estamos imersos, propomos uma abordagem de pesquisa com ênfase na reflexão metodológica com a construção de uma materioteca – um acervo vivo de materiais – a fim de darmos continuidade ao processo de sistematização de tecnologias sociais já iniciado em pesquisas anteriores (NORONHA, 2017; 2016; 2015; 2011). Ao direcionarmos esta pesquisa para a sistematização de práticas vernaculares em uma materioteca – física e virtual – pretendemos atender a uma demanda de consumidores que exigem produtos sustentáveis, que tenham histórias para contar e também a anseios das próprias comunidades com as quais vimos coprojetando, em ofertar suas práticas e seus fazeres, de forma comprometida com a sua própria territorialidade, e tendo o designer como mediador de tais processos, como observam Thackara (2008), Noronha (2012) e Manzini (2015). A presente proposta consiste em trazer para o âmbito do Departamento de Desenho e Tecnologia e do Programa de Pós Graduação em Design, em seus laboratórios e oficinas, os materiais – sementes, corantes naturais, fibras e as plantas das quais são extraídas essas matéria-prima – no intuito de criar uma ambiente propício para a reflexão sobre os usos de tecnologias sociais no âmbito do design, produzindo protótipos, sistematizando “receitas” vernaculares de tratamento e uso de corantes, sementes, fibras naturais e misturas entre barro e outros materiais para otimizar características da cerâmica – sempre a partir da cocriação com os detentores dos saberes tradicionais.

Coordenadora: Raquel Gomes Noronha | Integrantes: Denilson, Gisele Reis, Alice Campos Silva, Tayomara Santos dos Santos.
Financiamento: Fundação de Amparo à Pesquisa e Desenvolvimento do Maranhão – Bolsa. | Vigência: 2018 – 2019
Publicações Relacionadas: