Artigo
O artigo apresenta uma experiência de ensino e extensão na disciplina de Design Gráfico I, da Universidade Federal do Maranhão, com vistas à construção de narrativas visuais de fatos históricos relativos à escravidão que são, em sua maioria, desconhecidos do público em geral. A partir do convite do filósofo Walter Benjamin de se “pentear a história a contrapelo”, para que outras narrativas emerjam, diferentes daquelas narradas “pelos vencedores”, propomos, por meio do design e ativismo, e em parceria com a Cafua das Mercês – o Museu do Negro – o mapeamento e a tradução visual de narrativas ocultadas sobre os processos de escravidão e pessoas escravizadas. Em uma abordagem qualitativa que envolveu a equipe do museu, alunos, docentes e pesquisadores realizaram debates, pesquisa de campo para se chegar a uma expressão em design gráfico vinculada ao ativismo em redes sociais. Como resultado, obteve-se uma série de sete narrativas que foram publicadas no Instagram da Cafua das Mercês – Museu do Negro e do NIDA – Núcleo de Pesquisas em Inovação, Design e Antropologia, trazendo ao público novos olhares sobre a escravidão no Maranhão.
Autores: Raquel Gomes Noronha; Luiz Cláudio Lagares Izidio
Ano de publicação: 2022
Local de publicação: Educação Gráfica, Brasil, Bauru / ISSN 2179 – 7374