Artigo
Para o Boi da Floresta, localizado em uma das regiões mais vulneráveis de São Luís, a manutenção e coesão do grupo são objetivos constantes. Uma das principais estratégias para preservar manifestações culturais consiste na acessibilidade à memória. Nesse contexto, reconstituir a memória a partir das vivências individuais de cada integrante do Boi pode contribuir no processo de salvaguarda dessa manifestação. Pensando em fotografia e música como materiais ativos, acreditamos ser possível o uso do acervo de toadas e fotografias do Boi como provocadores de acesso à memória na medida em que o tratamos como provótipo. Neste sentido, o artigo em
epígrafe objetiva analisar o potencial do uso de um acervo como provótipo para acesso à memória de um grupo de bumba – meu – boi a partir de uma pesquisa exploratória e pesquisa de campo. Os resultados apresentados demonstram a potencialidade que a materialidade, visual e sonora, proporcionam no acionamento da memória.
Autores: Marcella Abreu Santos, Luiz Cláudio Lagares Izídio, Raquel Gomes Noronha, Maria Tereza Rodrigues Oliveira
Ano de publicação: 2024
Local de publicação: Anais do XV Congresso Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design – P&D Design Manaus