
Exposição e processo de construção de jogo Futuristas – NIDA, 2023.
Uma outra geração de mulheres terá que esperar pela paridade de gênero (WEF-GGGR, 2021). É assim que se inicia o texto no site do Fórum Econômico Mundial, onde está disponível o Relatório de 2021 do Global Gender Gap, documento de uma comissão que trata da mensuração da lacuna das desigualdades de gênero. “Precisaremos de, no mínimo, 99 anos para superá-la”, afirma-se ainda no texto.
Os quatro principais indicadores da lacuna na equidade de gênero são: empoderamento político, saúde e bem-estar, participação econômica e acesso à educação. A redução dessa lacuna para se atingir a igualdade de gênero, na média mundial, entre os 156 países analisados, é de 69%. O Brasil encontra-se na 93ª posição deste ranking (WEF-GGGR, 2021, p. 10).
Dessa forma, esta pesquisa contribui para o fechamento do Gender Gap, especificamente com estudos e ações no âmbito do indicador “acesso à educação”. A partir desse contexto, surgem os questionamentos da pesquisa: qual é o cenário local do acesso e da permanência nas carreiras STEM entre as estudantes da UFMA? Como o design participativo pode contribuir para garantir a visibilidade da temática do Gender Gap na IES?
Os sujeitos da pesquisa são estudantes do ensino médio do Colégio Universitário da UFMA (COLUN-UFMA) e as graduandas da área STEM, cujos cursos se encontram localizados no Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas da UFMA.
Para responder a esses questionamentos, busca-se, a partir dos métodos do Design Participativo – especialmente aqueles relacionados à construção de ferramentas de elicitação de conteúdos e prototipação de cenários futuros –, produzir dois tipos de resultados:
a) de natureza qualitativa e quantitativa: o entendimento sobre os impedimentos e as barreiras encontradas pelas estudantes para ingressar e/ou permanecer nas carreiras STEM;
b) a produção, por meio de ferramentas de imaginação de futuros e prototipagens de cenários, de ações no âmbito do Design e Ativismo, que deem visibilidade às questões levantadas na primeira etapa, promovendo, por meio da tomada de consciência, a mudança atitudinal de jovens estudantes sobre a equidade de gênero no espaço acadêmico, especificamente, e na sociedade, em geral.

Coordenadora: Raquel Gomes Noronha / Integrantes: Lívia Flávia de Albuquerque Campos, Thiago Lima dos Santos, Paulo Vitor Araujo Sousa, Alessandra Maria Silva Santos Maia, Thaynara Pinto Gonçalves, Isabella Martins Feitosa, Andreyna Glazyely da Silva Lima.
Financiamento: Fundação de Amparo à Pesquisa e Desenvolvimento do Maranhão – Bolsa. | Vigência: 2021 – 2023
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